segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Resenha: O Código da Inteligência

O Código da InteligênciaTítulo: O Código da Inteligência

Autora: Augusto Cury

Editora: Thomas Nelson Brasil/Ediouro

Número de páginas: 192

Ano: 2008

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Augusto Cury fala nesse livro sobre a sua teoria da Psicologia Multifocal de modo simplificado e resumido para que o grande público entenda. A primeira parte do livro trata dessa teoria. Ela é um pouco complexa, mas você consegue entender bem. Na segunda parte é onde são apresentados os oito códigos da inteligência. Segundo o autor, se você praticá-los você será gestor da sua mente e da sua emoção, ou seja, você vai controlar a sua mente e não vai deixar que pensamentos negativos e traumas do passado lhe afrontem. Você não vai deixar que as ações de outras pessoas lhe entristeça, mesmo que ela lhe agrida verbalmente. Você terá o controle da sua mente.

Com essas palavras parece mais que estou fazendo propaganda de algo que promete muito e não funciona, mas, todos os códigos descritos no livro fazem todo sentido. Se você começar a colocar em prática o que é proposto, a sua saúde psíquica deverá melhorar, com certeza.

Apesar de serem apenas oito códigos, são muitas coisas para fazer, e você termina se esquecendo de alguns deles. Eu tive uma dificuldade menor com Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes. Aliás, alguns desses hábitos de Stephen Covey também aparecem como códigos da inteligência nesse livro de Augusto Cury, provando que as dicas que os dois dão são válidas.

O livro também traz grandes críticas ao sistema educacional, não só do Brasil, mas do mundo. Ele diz que esse sistema mexe com a psique de uma pessoa e pode lhe trazer transtornos psicológicos. Depois que li O Pequeno Príncipe, que também faz uma crítica dessa, me convenci de que isso é verdade.

Uma coisa que gostei é que no final do livro, já na conclusão, ele fala sobre o que é ser um excelente profissional. Eu sempre ouço os professores da faculdade falando nas aulas ou em palestras que hoje em dia já não basta mais ser um bom profissional porque o mercado não tem lugar para eles. Tem que ser um excelente profissional. Mas nenhum deles dizem o que é ser um excelente profissional, e qual a diferença entre um bom e um excelente. Auguto Cury fala sobre tudo isso nesse capítulo da conclusão do livro, e eu achei bem interessante. A minha conclusão sincera sobre isso é que é muito difícil ser um excelente profissional, e mais difícil ainda achar um.

O Código da Inteligência é um livro muito bom, que te faz pensar na sua vida do presente e do passado. Faz você rever os seus pensamentos, preceitos e comportamentos. Ele abre a sua mente para a realidade. Claro que ele sozinho não vai fazer milagre. É preciso que você coloque os códigos em prática.

Nota:



sábado, 17 de setembro de 2016

Resenha: Homem de Ferro 2

Homem de Ferro 2 - Capa DVDTítulo Original: Iron Man 2

Título Nacional: Homem de Ferro 2

Direção: Jon Favreau

Gênero: Ação, aventura, ficção científica

Duração: 2h04min

Estreia: 30 de abril de 2010

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Sem enrolações, eu não gostei de Homem de Ferro 2, principalmente porque sabemos que ele poderia ter sido bem melhor, e tiro essa conclusão baseado no primeiro filme, que é ótimo. O motivo para eu não gostar dessa sequência é que a ação dele é muito pouca, e a maior parte do tempo o foco fica apenas no drama e no desenrolar da história em si. É discutido a relação de Tony com o pai, com Rhodes e com Pepper. O que mais tem é discussão de relacionamentos. O desenvolvimento do vilão é pequeno, não sendo explicado quais são suas reais motivações e origens. Tudo fica muito superficial com o vilão.

Outro drama no filme é em relação à saúde de Tony. Acho que esse é um drama necessário para o desenvolvimento do personagem, mas os outros são dispensáveis, ou então poderiam não ter tanto destaque. O negócio é que você não assiste a um filme de super-herói para ver só drama. Você quer ver ação, e boas cenas de ação, que é o que está faltando nesse filme.

O diretor é Jon Favreau, o mesmo do filme anterior, o que quer dizer que se o filme ficou desse jeito a culpa é dos roteiristas, que deram destaque demais aos dramas. Apesar de que Jon Favreau também poderia ter mudado um pouco esse roteiro para que tivesse mais ação.

O ator que faz Rhodes muda, e é a partir daqui que entra Don Cheadle, que está no MCU até hoje. Apesar de Terrence Howard ter agradado no filme anterior, Don Cheadle não faz feio e também fez o personagem muito bem, que você percebe que ainda é o mesmo do filme anterior.

Leia também:

Nota:



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Resenha: Cidade de Deus (filme)

Cidade de Deus - PôsterTítulo: Cidade de Deus

Direção: Fernando Meirelles, Katia Lund

Gênero: Drama

Duração: 2h10min

Estreia: 30 de agosto de 2002

 

 

 

 

 

 

 

É chocante ver Cidade de Deus. São cenas fortes e duras. É chocante porque o filme é baseado em histórias reais, e você sabe que na realidade é daquele jeito que funcionam as coisas na favela. É assustador ver que as crianças entram no mundo do crime para conseguir dinheiro e para fugir dos problemas da vida através das drogas, e um dia esses pequenos bandidos se tornam grandes. Pelo que o filme mostrou é difícil viver na Cidade de Deus, ou qualquer outra favela onde os bandidos dominam, sem entrar pelos maus caminhos. Mesmo que a pessoa não seja bandida, ela pode usar drogas. Mesmo que ela não queria nada disso, pode se ver numa situação em que lhe obriguem a participar, ou então pode querer entrar nessa vida por vingança. E o filme mostra tudo isso através das histórias dos seus vários personagens. O pior de tudo é que pode até sair um chefe do crime, mas sempre entrará outro para tomar tudo, mesmo que sejam só crianças.

Falando do filme em si, ele é muito bem produzido e dirigido. As cenas são boas e são reais. Não tem exageros, e tudo é mostrado com realidade. O diretor não usa aquela técnica que deixa a câmera se mexendo para não mostrar a parte da ação (uma técnica muito ruim, aliás). Na verdade, apenas uma vez isso é usado, através dos jogos de luzes numa festa, mas só.

O roteiro também é muito bom, e consegue amarrar tudo. O filme tem vários personagens, e eles têm uma história para contar, cada um com suas particularidades e complexidades. Esses personagens têm sua importância igual no filme, sem dar destaque mais a um do que a outro (mas isso também foi mérito do diretor). Ele ainda se divide em dois tempos diferentes, um no início da Cidade de Deus, e outro que é a década de 70, o tempo da história principal.

Todo o cuidado que tiveram na construção das cenas, principalmente as externas, que são a maioria do filme, é incrível. A parte técnica, a direção e o roteiro é todo bom, não tem do que reclamar. É um filme de nível alto. As atuações também são muito boas, todas elas. O único problema que eu vi foi no exagero de palavrões. Isso é algo que eu realmente não gosto. Por mais que eles devam falar muitos palavrões daquele jeito na vida real, não gosto de ouvir tantos num filme. A cada 10 palavras ditas pelos personagens, 7 eram palavrões (não contei, mas é mais ou menos isso). Não é agradável.

O filme é tão bom que recentemente um grupo de críticos divulgou uma lista com os 100 melhores filmes do século 21 até agora, e Cidade de Deus apareceu em 38º lugar, e é o único filme brasileiro da lista. A lista completa você pode conferir clicando aqui. O contraditório é que apesar de ser um filme tão bom e aclamado pela crítica nacional e internacional, não levou nenhum Oscar. Esse é um filme que certamente merecia ganhar.

Nota:



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Resenha: Você é Insubstituível

Você é Insubstituível - CapaTítulo: Você é Insubstituível

Autora: Augusto Cury

Editora: Sextante

Número de páginas: 112

Ano: 2006

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Você é Insubstituível, do conhecido e renomado Augusto Cury, como o próprio nome sugere é um livro de autoajuda. Também é um livro para ser dado de presente. Vem até com uma dedicatória para que a pessoa que está presenteando o livro preencha os campos com o seu nome e com o nome da pessoa que vai ganhá-lo.

As páginas dele vem com uma borda grande, e em cada uma vemos apenas um parágrafo que tem de 4 a 7 linhas no meio da página. Por causa disso, apesar de ter 109 páginas, você consegue ler tudo rapidamente. Eu li em apenas 1 hora. As bordas das páginas são feitas com desenhos bonitos, a fonte utilizada também é bonita, e o livro é de capa dura. É um livro com aparência muito bonita.

O conteúdo é baseado numa ideia não tão original (já vi muita gente falando sobre “a corrida da vida”), mas o que torna o livro bom é a maneira como o autor fala da história, os seus exemplos, e as dicas que ele dá dizendo como você deve pensar e agir.

Acho que é um tipo de livro mais indicado para pessoas que estão depressivas (não necessariamente com depressão), tristes consigo mesmas e com a autoestima baixa. Mas mesmo se você não estiver desse jeito, a leitura ainda é válida porque nos faz refletir sobre quantas vezes erramos no passado por causa das nossas atitudes, formas de pensar e de reagir diante dos obstáculos da vida.

Esse livro nos faz refletir sobre a nossa própria vida, mesmo que estejamos bem conosco, até porque, quem nunca desanimou, se estressou e se irritou diante de um problema?

É um bom livro.

Nota:



sábado, 10 de setembro de 2016

Resenha: Homem de Ferro

Homem de Ferro 1 - Pôster nacionalTítulo Original: Iron Man

Título Nacional: Homem de Ferro

Direção: Jon Favreau

Gênero: Ação, ficção científica

Duração: 2h05min

Estreia: 30 de abril de 2008

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Era 2008 e a Marvel estava lançando o seu primeiro de cinco filmes planejados de super-heróis. O plano era ambicioso, de algo nunca feito antes: fazer um filme de cada herói interligado um ao outro, porque eles estão no mesmo universo e um dia se encontrarão. Tudo tinha que estar bem amarrado para que fizesse sentido. E então começaram com o Homem de Ferro, um herói não conhecido do grande público, que não ia bem nas vendas dos quadrinhos, mas que tinha muito potencial. Por isso mexeram no personagem (e por isso quando você lê os quadrinhos vê essa diferença entre o Tony de lá e o do cinema). Essa mudança na personalidade de Tony Stark não teria sido possível sem Robert Downey Jr., que deu vida ao herói e ajudou fazendo várias cenas de improviso.

O filme é simplesmente incrível. Seu sucesso praticamente definiu o que a Marvel queria dos seus futuros filmes, no estilo e no tom. Ele é um filme engraçado, divertido e tem ótimas cenas de ação. Robert Downey Jr., que estava em baixa na carreira, se reergueu a partir daqui mostrando o quão bem ele atuava. Só nesse filme ele fez cenas de um bilionário esnobe, de um cara que foi baleado, de um homem aprisionado, cenas dramáticas, cenas em que ele sorri de felicidade. Todas essas cenas foram feitas com caras e expressões diferentes, e todas muito convincentes.

A qualidade do filme também é ótima. É diferente de todos os filmes de super-heróis que tinham sido lançados antes, que ainda tinham aquele jeito de filme dos anos 2000 (falo dos filmes mais recentes da franquia do Homem-Aranha e dos X-Men, e também de Batman Begins, que tem suas falhas).

Você poderia não conhecer o Homem de Ferro, mas depois de assistir esse filme você passa a gostar dele e a ver como ele é incrível. É por causa disso, e também por causa do sucesso do filme e de Robert Downey Jr. que até hoje o Homem de Ferro é o personagem que mais recebe destaque no MCU. Foi um grande passo para a Marvel, pois foi a partir dali que ficou estabelecido o universo que conhecemos hoje.

Nota:



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Resenha: A Lenda dos Guardiões

A Lenda dos Guardiões - Pôster nacionalTítulo Original: Legend Of The Guardians - The Owls of Ga'Hoole

Título Nacional: A Lenda dos Guardiões

Direção: Zack Snyder

Gênero: Fantasia, aventura

Duração: 1h39min

Estreia: 8 de outubro de 2010

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O que me chamou atenção para assistir A Lenda dos Guardiões foi o seu visual. Ele é uma animação muito bem feita e bonita do ponto de vista técnico.

A história, por outro lado, não é isso tudo. Apesar de ser um filme de aventura, é um pouco arrastado, e um tanto parado. E apesar de ter um visual que pode chamar atenção de qualquer um, inclusive das crianças, ele não é recomendado para crianças porque tem algumas cenas fortes, que são cenas de lutas, guerras, e mortes, onde um mata o outro de maneira explícita. Eu meio que fiquei chocado com a forma que aconteceram essas cenas, porque eu realmente não esperava isso desse filme, da mesma forma que não espero cenas de violência de nenhuma animação. Não estou dizendo que é ruim. Pelo contrário, as cenas são muito bem feitas e têm realismo. Se elas tivessem sido feitas com humanos, o peso dramático seria o mesmo das que foram feitas com as corujas, só para você ter uma ideia do cuidado que tiveram com todas essas cenas.

Todo o filme me lembrou muito os filmes de Zack Snyder, até eu descobrir que esse era um filme dele, e então tudo fez sentido. Se você assistiu O Homem de Aço e Batman vs Superman: A Origem da Justiça, já conseguirá ver as semelhanças. Todas as características dos filmes de Snyder estão aqui: o destaque ao drama sentido pelos personagens e às suas atitudes, a forma que as cenas foram feitas, e o destaque para o visual, enquanto o roteiro é longo e parado, tendo poucas cenas de ação. Como todo filme de Zack Snyder, A Lenda dos Guardiões tem suas qualidades, mas também tem seus defeitos, que são esses falados, e que ficam bem claros para quem assiste. Poderia ser melhor, mas não é ruim.

Nota:



segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Resenha: A Garota Que Eu Quero

A Garota Que Eu Quero - CapaTítulo: A Garota Que Eu Quero

Autora: Markus Zusak

Editora: Intrínseca

Número de páginas: 174

Ano: 2013

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Muita gente não sabe, mas A Garota Que Eu Quero é o terceiro livro de uma trilogia (a trilogia Irmãos Wolfe). O primeiro é O Azarão, e o segundo é Bom de Briga. Mas lendo apenas A Garota Que Eu Quero, você verá que não tem nada faltando na história, e é até como se os dois primeiros livros não existissem. A conexão entre os dois primeiros livros são maiores do que com esse terceiro. O autor reconta alguns detalhes dos livros anteriores, e dessa forma, se você não leu os outros livros, vai conseguir entender tudo.

Mas, se você ler os outros dois livros vai saber mais da história dos irmãos Cameron e Ruben Wolfe. Se eles são bons, aí é outra história. Recomendo que você leia as minhas resenhas sobre eles:

Quando comecei a ler A Garota Que Eu Quero não só a minha expectativa estava baixa, como também meu ânimo, graças à qualidade do livro anterior. Por causa disso não consegui lê-lo com o mesmo ritmo que os outros, mas quando lia passava um bom tempo nele. Por sorte ele retomou o tema do primeiro livro, colocando como o principal da história a vontade de Cameron de ter uma namorada para tratá-la bem.

O início do livro é um pouco chato, mas quando começa a parte do romance é que ele se salva de ser tão ruim quanto Bom de Briga.

No fim de cada capítulo surgem histórias criadas por Cameron que dizem o que se passa em sua vida de forma metafórica. Elas substituem os sonhos do primeiro livro e as conversas de Cameron e Rube antes de dormir do segundo livro.

O tema que ele aborda não é novo, e já foi falado no primeiro livro e também no segundo, ainda que muito pouco. Se torna repetitivo algumas vezes, porque você percebe que já leu aquilo. É como se fosse uma nova versão de uma história já contada. Parece que Makus Zusak gostou desses personagens e queria aproveitá-los de alguma forma, mas não sabia bem o que fazer, e o resultado foi uma trilogia de ruim para mediana.

Nota: