sábado, 18 de fevereiro de 2017

Resenha: Lion – Uma Jornada Para Casa

Lion - Uma Jornada Para Casa - Pôster nacionalTítulo Original: Lion

Título Nacional: Lion – Uma Jornada Para Casa

Direção: Garth Davis

Gênero: Drama, biografia

Duração: 1h59min

Estreia: 16 de fevereiro de 2017

 

 

 

 

 

 

Lion – Uma Jornada Para Casa é um ótimo filme. Conta a história real de Saroo, um menino que se perdeu do irmão aos 5 anos, na Índia, e depois foi adotado por um casal da Austrália. Os primeiros 45 minutos do filme é todo em um dialeto indiano, além de ter sido filmado na Índia, o que é bom porque deixa o filme com mais realidade. Toda a ambientação da Índia é boa, e a atuação de Sunny Pawar, que faz Saroo quando criança, também é boa.

Em toda essa parte da Índia dá pena de Saroo. Ele teve que viver como mendigo durante muito tempo, e ainda correndo vários riscos pela rua com pessoas estranhas. Dá para ver também a situação difícil que ele vivia na Índia com sua família, e a situação não era melhor em outros lugares que o filme mostrou. Pior é pensarmos que existem milhares de crianças nessa situação de perdidas (coisa que inclusive o filme fala no final). Não só indianos, mas também brasileiros. Crianças da nossa cidade. E tem aqueles que já nascem e crescem nas ruas como mendigos, que têm suas histórias, suas vidas, seus passados, e que ninguém liga e mal olha para eles.

SPOILER: Eu vejo que Saroo foi uma criança de muita sorte, porque, apesar de ter se perdido da sua mãe e do seu irmão, ele escapou de pessoas perigosas que surgiram no seu caminho (como os homens que pegavam crianças que estavam na rua, o homem e a mulher que lhe trouxeram para casa com a promessa de achar a sua mãe, mas que tinham outras intenções) e ainda teve a sorte de achar o rapaz do restaurante, que falou com ele e registrou na polícia o seu desaparecimento. Foi só a partir daí que ele foi para o orfanato e ganhou a possibilidade de melhorar de vida, o que aconteceu quando o casal da Austrália lhe adotou. Se qualquer dessas coisas não tivesse acontecido, ou se tivesse acontecido diferente, a sua vida seria totalmente diferente da que é hoje.

O que Saroo teve, além de sorte, foi uma segunda chance, coisa que nem todas as crianças na situação dele têm. Por isso é necessário que todos pensemos mais nessas crianças abandonadas, perdidas, ou à margem da sociedade. Elas não merecem ser desprezadas pelo infortúnio da sua vida. Elas merecem uma segunda chance.

Lion – Uma Jornada Para Casa é um ótimo filme, com uma ótima história. Depois vou até ler o livro que o inspirou.

Nota:



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Resenha: A Qualquer Custo

A Qualquer Custo - Pôster nacionalTítulo Original: Hell Or High Water

Título Nacional: A Qualquer Custo

Direção: David Mackenzie

Gênero: Suspense, drama

Duração: 1h42min

Estreia: 2 de fevereiro de 2017

 

 

 

 

 

No começo eu estava achando A Qualquer Custo um filme um pouco parado, mas na continuação ele conseguiu me prender. As sequências dos assaltos, dos seus planejamentos, da vida dos dois assaltantes e o motivo de estarem fazendo isso, e a investigação dos patrulheiros acontecem constantemente, dando um bom ritmo ao filme e não cansando quem está assistindo.

As características dos moradores do Texas, onde se passa o filme, suas vestimentas e seus carros lembram muito o faroeste, e isso deixa o filme com ares diferentes dos filmes convencionais, o que é interessante de ver. Não tem como não falar da fotografia, que também colabora muito com essa semelhança com o faroeste, sempre filmando áreas verdes, de plantações e estradas de barro. A cor mostarda ou amarelo escuro prevalecem em quase todas as cenas por causa disso, e as outras cores usadas nos cenários e nas cenas são mais escuras e fechadas.

No final, A Qualquer Custo é melhor do que eu esperava. É uma aventura de roubos e investigação, mas que não é de ação propriamente, já que ele não foca em lutas ou nos roubos em si, e sim se preocupa em dar uma história aos seus personagens e em lhes dar um valor dramático para que o espectador consiga sentir que até mesmo os ladrões tem alguma importância ali. Ao mesmo tempo ele não é um filme pesado, mas sim um filme feito simplesmente para passar tempo e entreter. As atuações são todas boas, mas o destaque fica com Jeff Bridges (não à toa indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante).

Nota:



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Resenha: Animais Noturnos

Animais Noturnos - Pôster nacionalTítulo Original: Nocturnal Animals

Título Nacional: Animais Noturnos

Direção: Tom Ford

Gênero: Drama, suspense

Duração: 1h57min

Estreia: 29 de dezembro de 2016

 

 

 

 

 

Atenção: esta resenha contém spoilers!

Animais Noturnos é um filme que fala de perdas e vinganças. Ele conta a história de Susan, uma mulher rica, mas que é descontente com sua vida, tanto no lado pessoal quanto no profissional. Ela recebe o manuscrito de um livro de Edward, seu ex-marido, e começa a lê-lo. A história desse livro é mostrada no filme e tem suas cenas intercaladas com as da vida real de Susan, e ainda conta com lembranças do seu passado com Edward. Jake Gyllenhaal faz dois personagens: Edward, o personagem da “vida real” do filme, e Tony, o personagem principal do seu livro. O motivo para isso é explicado no próprio filme quando Susan reclama que ele tem que parar de escrever sobre si mesmo. Então, ao longo do filme, através dos flashbacks da vida de Susan na época que era casada com Edward, vamos percebendo que a história contada no livro, chamada de “Animais Noturnos”, é a história dele com Susan, e isso se confirma no final do filme.

Enquanto no livro Tony perde sua esposa e filha num assassinato de forma brutal, na vida real Edward perde sua esposa porque ela não o amava mais, não o apoiava e tinha se apaixonado por outra pessoa. No livro Tony quer justiça, e no final vingança contra aqueles que lhe fizeram mal. Na vida real, Edward busca vingança pelo mal que Susan lhe fez no passado ao lhe deixar por outro. Na época em que eram casados Susan disse que se cansava ao ler as histórias de Edward. O que Edward fez agora foi finalmente conseguir escrever uma história que fizesse Susan gostar e se interessar. Ela entrou na história de tal forma que ficava pensando nela o tempo todo e se perturbava com os acontecimentos. Edward fez Susan sentir saudade dele, principalmente porque ele enviou o livro num momento em que o atual casamento dela não estava indo bem. E finalmente, quando ela estava querendo encontrá-lo, ele a abandona, assim como ela o fez antes.

A maquiagem forte em Amy Adams destaca a cor clara dos seus olhos e mostra uma fase da personagem em que ela precisa se autoafirmar e passar uma aparência de pessoa forte e alegre, que é o total oposto da atual situação da sua vida pessoal, que é triste, fraca e monótona. É por isso que na fase anterior da personagem, mostrada nos flashbacks, ela não usava aquelas maquiagens fortes, porque era mais feliz.

Como disse antes, Animais Noturnos é um filme sobre perdas e vinganças. Ele é um filme inteligente, porque cria uma relação entre a história do livro e a da vida real dos personagens de forma que podemos entender. E mesmo o filme se dividindo em três narrativas diferentes, (a vida presente, as lembranças do passado e a história do livro), não tem como se confundir. A direção do filme ficou muito boa e dá para identificar bem qual a história que está sendo contada no momento. A caracterização dos personagens e os cenários foram as principais ferramentas usadas para isso, e eles cumpriram bem o seu papel.

O ponto negativo do filme é que ele é um tanto parado. Tem um momento que você não tem mais tanta animação para assistir, mas continua porque já está ali mesmo. Ele não chega a ser ruim a ponto de você desistir, mas é um ritmo cansativo. Dá para assistir até o final, e mesmo ele sendo inteligente e bem montado, não é um filme que eu diga que tenha gostado tanto ao ponto de querer assistir de novo ou de recomendar a alguém.

Nota:



sábado, 11 de fevereiro de 2017

Resenha: Água para Elefantes (filme)

Água Para Elefantes - Pôster nacionalTítulo Original: Water for Elephants

Título Nacional: Água para Elefantes

Direção: Francis Lawrence

Gênero: Drama, romance

Duração: 1h55min

Estreia: 29 de abril de 2011

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Água para Elefantes é um ótimo filme. Assisti a primeira vez na escola quando ainda estava no Ensino Médio e gostei muito. Naquela época eu estava descobrindo o gênero de drama, e como para mim tudo era novidade, gostava de tudo. Hoje quando reassisti percebi que ele é um filme simples na construção da sua história, o que até deixa meio óbvio o que está para acontecer. Mas ele não deixa de ser um bom filme por isso. É um filme de romance com uma história legal. E esse é um dos raros casos em que o filme é melhor que o livro. Na época que assisti ao filme pela primeira vez, gostei tanto que fui ler o livro, mas me decepcionei. Abandonei a leitura, como digo na resenha do livro, porque lhe achei apelativo, algo que não tem no filme.

Nas atuações o destaque vai para Reese Whiterspoon, que faz Marlena. Christoph Waltz faz um clássico vilão maldoso de traços exagerados, e Robert Pattinson, conhecido pela franquia de filmes de Crepúsculo, é inexpressivo. Não sei como fizeram os elefantes, mas eles parecem muito reais. Na verdade me surpreenderia se eles tivessem sido feitos digitalmente. Eles devem ser reais, e foram muito bem treinados. Dá pena nas cenas em que são maltratados. Ainda bem que existe um instituto que fiscaliza os filmes que usam animais para que eles não sejam maltratados durante as gravações. Assim podemos ficar tranquilos porque o elefante não sofreu de verdade, e sim estava apenas “atuando” (e muito bem por sinal).

A ambientação da década de 30 é ótima, e a ambientação do circo também. Aliás, através desse filme dá para conhecer um pouco do dia a dia duro e difícil das pessoas que trabalham com circo. Não é fácil. Existe trabalho duro, pressão, viagens longas e desconfortáveis para fazerem grandes apresentações para o público, numa época em que esse era um dos principais meios de entretenimento do povo. O filme retrata bem isso, e esse é um dos seus pontos positivos.

E concluindo, apesar das suas atuações não serem todas sublimes, e do filme ser previsível, ele ainda é um ótimo filme. Para quem gosta de filmes românticos, também deve gostar de Água para Elefantes, e acho que quem não gosta também deve gostar (porque eu pelo menos não gosto muito de filmes de romance, mas gostei desse).

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Nota:



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Resenha: Manchester À Beira Mar

Manchester à Beira Mar - Pôster nacionalTítulo Original: Manchester By the Sea

Título Nacional: Manchester À Beira Mar

Direção: Kenneth Lonergan

Gênero: Drama

Duração: 2h18min

Estreia: 19 de janeiro de 2017

 

 

 

 

 

 

Não achei Manchester À Beira Mar isso tudo. Não consegui entender como que um personagem morre e nem seu irmão e nem o seu filho parecem se importar. Por um lado isso é um ponto positivo porque quebra os clichês e não faz um drama forte sobre o acontecimento. Em qualquer filme em que um ente querido morre, a reação natural dos personagens (assim como também é a reação de muita gente na vida real) é de extrema tristeza, choro e desespero. Pelo menos aqui, Kenneth Lonergan, o diretor, quis passar um outro clima, de mais frieza, que me soou estranho, mas que apresentou algo diferente ao público.

O filme mostra o envolvimento de Joe com seu filho Patrick e seu irmão Lee no passado, mostrando que eles eram próximos. Depois da morte de Joe (isso não é spoiler, faz parte da sinopse do filme), o filme prefere focar nos problemas que começam a surgir na relação entre Lee e Patrick. Não gostei das diversas falas de discussões e brigas, em que dois personagens falam ao mesmo tempo, porque não dá para entender muita coisa. Pior é que esse tipo de cena está muito presente no filme.

Lee é estranho no seu modo de ser, não quer conversar com ninguém, e depois o filme mostra o porquê disso. É mostrado que ele tinha uma vida normal e feliz no passado, mas que um acontecimento lhe fez mudar, e hoje ele é uma pessoa séria, amarga e fria, que evita envolvimento e relações com outras pessoas. Mas mesmo assim é difícil criar um sentimento de empatia com ele. Talvez isso se dê justamente porque o filme não quer fazer como os outros filmes. Kenneth Lonergan não quis colocar Lee desesperado e deprimido. Ele não quis colocar uma trilha sonora triste e pesada para fazer as pessoas chorarem. É um ponto positivo, mas ao mesmo tempo negativo. É algo bom para o filme, mas ao mesmo tempo ruim.

As atuações são razoáveis, não surpreendendo. Lucas Hedges, que faz Patrick, tem uma boa performance. A fotografia é interessante.

Eu diria que Manchester À Beira Mar é um filme decente, mas não é essa primazia toda a ponto de ser indicado em premiações. Tem seus pontos positivos, tem a coragem de querer tratar a morte e a dor de um modo diferente e sob outra perspectiva (a de como a sua vida pode mudar para pior depois que perde alguém, e quais problemas você terá que enfrentar). Reconheço isso, mas é justamente essa sua abordagem que não gostei, e foi isso que lhe fez ser um filme meio parado e com personagens que não dá para criar uma identificação. É um filme que poderei esquecer facilmente.

Nota:



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Resenha: Estrelas Além do Tempo

Estrelas Além do Tempo - Pôster nacionalTítulo Original: Hidden Figures

Título Nacional: Estrelas Além do Tempo

Direção: Theodore Melfi

Gênero: Drama, biografia

Duração: 2h06min

Estreia: 2 de fevereiro de 2017

 

 

 

 

 

Estrelas Além do Tempo conta a história real de três mulheres negras que trabalhavam na NASA e que tiveram que quebrar barreiras e o preconceito para conseguirem ser respeitadas e valorizadas. O plano de fundo do filme é sobre a corrida espacial entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, inclusive com algumas imagens reais sendo mostradas, o que dá mais credibilidade ao filme e ajuda a situar o espectador sobre o momento em que se passa a história.

Outro tema que também serve de plano de fundo e que é discutido é sobre a segregação racial presente nos Estados Unidos na década de 60. Algumas vezes esse tema é abordado de forma parecida com o que vimos em Histórias Cruzadas. Essas semelhanças só confirmam a verdade que esses filmes passam. Eles mostram como os negros eram desprezados pela sociedade, e mesmo aqueles com grande potencial e inteligência não eram tratados como os brancos. Para nós, do mundo atual, tudo isso soa inumano e desprezível. Para os negros da época isso era uma opressão, vivida há cerca de 100 anos desde que os escravos foram libertos. Para os brancos aquele era o estilo de sociedade aceitável, aquele era o certo, e eles ficavam escandalizados quando um negro entrava em sua área (coisa que também é mostrado no filme). Uma segregação racial que aconteceu depois que os escravos foram libertos é uma coisa, mas outra é isso ser aceito pelas gerações posteriores como algo normal e correto e durar até a década de 60! Se você parar para pensar, a década de 60 não faz tanto tempo que passou. Isso mostra que até um tempo desses os americanos negros ainda lutavam contra o fim da segregação e do preconceito (preconceito, aliás, que existe até hoje, mas agora minimizado e disfarçado).

As atuações são ótimas. O destaque fica para Taraji P. Henson, que faz Katherine, que é a protagonista do filme. As outras duas personagens também tem suas importâncias e histórias contadas, mas a maior ênfase é em Katharine, por isso a maior parte do filme fica com Taraji P. Henson. Mas, apesar de Katherine ter mais espaço, as outras duas personagens também têm seu espaço para contar as suas histórias, e você não fica com a sensação de que faltou alguma coisa para completar. O roteiro e a direção também foram muito bons, tanto nos diálogos, quanto na escolha e montagem das cenas necessárias para contar a história.

Nota:



sábado, 4 de fevereiro de 2017

Resenha: À Beira Mar

À Beira Mar - Pôster NacionalTítulo Original: By The Sea

Título Nacional: À Beira Mar

Direção: Angelina Jolie

Gênero: Drama, romance

Duração: 2h02min

Estreia: 3 de dezembro de 2015

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Eu me entediei com À Beira Mar desde quando ele estava em seus 10 minutos. Só nesse pouco tempo já dava para perceber que a trama iria ser dramática e parada, não dando nenhum estímulo para que o espectador se interessasse em continuar assistindo. Quando já estava em 30 minutos, eu estava considerando desistir do filme. Mas fui continuando mesmo assim. Como já deu para perceber, eu não gostei do filme. Dirigido e roteirizado por Angelina Jolie, o filme tem um drama desinteressante e arrastado. As cenas são muito repetitivas, sempre sendo mostrada a mesma coisa várias vezes. Isso ajuda ainda mais a cansar do filme.

Os temas abordados no filme, de crise no casamento, inveja de outros casais, depressão e o motivo que levou Vanessa, a personagem principal, a isso, são interessantes, mas poderiam ser melhor trabalhados se o filme tivesse um roteiro mais bem desenvolvido e uma melhor direção. Ainda no início do filme você percebe que Vanessa é estranha, que tem algo de errado com ela. Ela tem depressão. Mas você só descobre o motivo disso nos últimos 13 minutos do filme. Durante o filme inteiro apenas as cenas são repetidas, os acontecimentos vão se repetindo, mas sem que nós saibamos o motivo de tudo aquilo estar acontecendo, e do motivo de Vanessa agir daquele jeito. Deixar a revelação do motivo dos problemas para o final funcionaria se o filme tivesse suspense, mas num filme de drama não funciona. O problema deve ser apresentado na primeira parte do filme, assim como o seu motivo, quando for necessário que ele seja explicado. No caso deste filme, se o motivo fosse apresentado desde o início, acredito que em nada mudaria ou melhoraria o filme, porque ele já é arrastado e mal construído por natureza.

Parece que o objetivo foi fazer um filme de arte, mas não gostei. Filmes de arte e independentes não necessariamente têm que ser arrastados e ter uma trama desinteressante. Fazer filmes mais lentos e que se passam em poucos cenários só para dizer que são filmes de arte ou independentes é se utilizar de um clichê do gênero, como se essas fossem características obrigatórias para que eles se diferenciem das grandes produções. Para À Beira Mar faltou uma melhor condução do drama dos personagens para que ficasse melhor para o público assistir, se interessar e se identificar. A única coisa que o filme consegue mostrar é como é difícil conviver com alguém em depressão, e manter o casamento mesmo assim.

Nota: