sábado, 21 de janeiro de 2017

Resenha: Alguém Muito Especial

Alguém Muito Especial - Capa DVDTítulo Original: Some Kind of Wonderful

Título Nacional: Alguém Muito Especial

Direção: Howard Deutch

Gênero: Drama, romance

Duração: 1h34min

Estreia: 27 de fevereiro de 1987

 

 

 

 

 

Esse é o sexto filme adolescente de John Hughes que assisto. Esse filme é diferente dos outros porque é um romance, mas que não tem comédia, como os outros. O filme fala sobre os adolescentes viverem de aparências para impressionar as pessoas ao seu redor, ter amigos, ser encaixado em grupos e se sentir bem consigo mesmo. É algo comum, e que parece ter um peso ainda maior nas escolas dos Estados Unidos.

O filme não tem nada surpreendente e nada novo. A história é simples, e você já sabe o que vai acontecer no final desde o começo do filme, mas ele é bom mesmo assim. É um bom filme de romance adolescente, com uma boa história. O roteiro tem bom ritmo, e mesmo não tendo comédia, ele não cansa, o que lhe faz ser todo bom de acompanhar.

Falando um pouco dos atores, achei Eric Stoltz, que faz Keith, parecido com Mark Hamill, o Luke de Star Wars, e Maddie Corman, a irmã de Keith, parecida com Jennette McCurdy, a Sam de iCarly. Não que isso importe para o filme, é apenas uma observação que estou fazendo (hehehe).

Nota:



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Resenha: Mulher Nota 1000

Mulher Nota 1000 - Capa DVDTítulo Original: Weird Science

Título Nacional: Mulher Nota 1000

Direção: John Hughes

Gênero: Comédia, fantasia

Duração: 1h34min

Estreia: 8 de fevereiro de 1985

 

 

 

 

 

Depois de ter assistido a dois ótimos filmes de John Hughes (Gatinhas e Gatões e A Garota de Rosa Shocking), eu estava com boas expectativas para Mulher Nota 1000, mas não gostei dele. O problema é que ele é um filme altamente sexualizado, tanto nos diálogos, quanto no visual e nas atitudes dos personagens.

Outro problema é que nesse filme a mulher é tratada como um mero objeto ou troféu. Sim, eu disse na resenha de A Garota de Rosa Shocking que meninos adolescentes são assim, mas a diferença dos dois filmes que citei acima para este filme, é que naqueles existia um romance em que o expectador percebia uma troca entre os casais, enquanto aqui só a visão dos meninos prevalece.

A história em si também não é boa, e o roteiro é fraco.

SPOILER: Nesse filme você também vê uma mulher (maior de idade) tomando banho com dois adolescentes, ela beijando um deles e o incitando ao sexo (e pelo que o filme deixa a entender ela realmente fez com Wyatt). Os personagens falam de masturbação e um deles (Gary) até faz o gesto disso em uma cena. Ainda é mostrado menores fumando e bebendo. É muito apelo à coisas que não prestam, mas que são mostrados pelo filme como coisas normais e que deveriam ser permitidas.

Quem está nesse filme é Robert Downey Jr., ainda novo, com 20 anos, e dentes da frente separados, num papel coadjuvante e sem nenhum destaque. Naquela época ninguém imaginaria, e nem ele mesmo, que hoje ele seria o ator mais bem pago de Hollywood. Como o mundo dá voltas né?

Mulher Nota 1000 foi um filme que achei bem ruim. É um filme que mostra adolescentes fazendo coisas erradas, mas por ser feito sob a perspectiva deles, dá a ideia que tudo é legal e divertido, de que não tem problema nenhum. Certamente não é um bom filme para um adolescente assistir, porque só tem maus exemplos.

Nota:



sábado, 14 de janeiro de 2017

Resenha: A Garota de Rosa Shocking

A Garota de Rosa Shocking - Capa DVDTítulo Original: Pretty in Pink

Título Nacional: A Garota de Rosa Shocking

Direção: Howard Deutch

Gênero: Comédia, drama, romance

Duração: 1h36min

Estreia: 28 de fevereiro de 1986

 

 

 

 

 

Antes de tudo, A Garota de Rosa Shocking é um filme muito divertido. Ri muito, principalmente com Duckie, o personagem de Jon Cryer. Aquela cena em que ele dubla a música na loja de discos ficou ótima (e a cara de Andie mais ainda).

Esse é o quarto filme de adolescente feito por John Hughes que assisto, e já dá para perceber que ele tinha um favoritismo em relação a alguns atores, principalmente com Molly Ringwald.

Uma coisa que gostei é que nesse filme não tem apelações e nem insinuações sexuais, provando que é possível fazer um bom filme sem precisar desses “recursos”, como o próprio John Hughes usou em outros filmes seus. Um exemplo é Gatinhas e Gatões, que apesar de ser bem divertido e de eu ter gostado, tem suas apelações, que são totalmente desnecessárias. Nisso, A Garota de Rosa Shocking tem um ponto a mais, porque é basicamente o mesmo romance do outro filme, mas de uma forma mais séria e respeitosa.

SPOILER: Andie deveria acabar com Duckie, e ele deveria ter dito a ela o que sentia, talvez isso ajudasse. Mas em comédias românticas não dá para esperar outro desfecho, não é mesmo? De qualquer forma, acho incrível como as mulheres e suas personagens femininas em filmes de comédia romântica, e até mesmo algumas da vida real, gostam mesmo de viver com esse tipo de homem que lhe abandona e magoa. Dá para entender?

E o vestido da formatura que Andie usa, o tal vestido “rosa shocking”, que dá título ao filme, é muito feio! Kkkkkkk Aquilo deveria ficar bonito? Porque a expressão dos personagens ao vê-la dá a impressão de que ela estava bonita. Ela tinha dois vestidos bonitos e transformou naquilo.

A Garota de Rosa Shocking (2)

O tal vestido rosa shocking

A trilha sonora é um destaque do filme. Músicas da década de 80 estão sempre presentes e podem trazer saudosismo a quem foi da época.

Percebi no meio do filme que Steff, o amigo de Blane, é interpretado por James Spader, o mesmo ator que faz Reddington em The Blacklist. Pelas minhas contas ele devia estar com 26 anos na época que fez esse filme, e fazendo papel de adolescente. Nesse filme ele tem aparência de novo, mas não tanto assim, e consegui perceber isso.

A Garota de Rosa Shocking é mais um ótimo filme de John Hughes. É o segundo que eu gosto (o primeiro foi Gatinhas e Gatões), e estou feliz por isso. É um filme simples, mas envolvente e cativante.

Nota:



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Como eu escrevo resenhas de filmes

Não é só a parte técnica que define se um filme é bom ou não

Resenha

Fonte da imagem: Leitor Cabuloso

Eu sempre deixei claro aqui que não sou um crítico de filmes, desde a página “Sobre” do blog, até respondendo pessoas que me confrontam dizendo que não pareço um crítico. Este blog é apenas um espaço onde publico as minhas opiniões pessoais sobre filmes, séries, livros e quadrinhos. As minhas opiniões estão mais para as de um espectador/leitor comum do que a de um crítico especializado. Você percebe isso nas minhas resenhas, que sempre têm esse jeito informal, com linguagem na 1ª pessoa e percepções pessoais. As resenhas críticas profissionais de filmes e séries, que são tão valorizadas pelas pessoas, são mais técnicas. Eles avaliam as atuações, a fotografia, a iluminação, o uso de efeitos visuais e especiais, a ação (se tiver), a direção, a trilha sonora, dentre outros aspectos técnicos que se destacarem no filme para o bem ou para o mal.

Eles também avaliam o roteiro, mas também sob um ponto de vista técnico, e não a história em si. É por isso que alguns filmes a crítica não gostou, mas eu gostei, como Joy: O Nome do Sucesso, porque eu olho mais a história, a moral dela, a mensagem que ela deixa, do que os outros aspectos técnicos. Eu olho os aspectos técnicos também, de tanto que li as críticas profissionais, mas confesso que não entendo muito delas. Por isso quando algo técnico se destaca eu apenas digo que gostei e que é bom, mas não me arrisco em me aprofundar mais que isso, porque não tenho esse conhecimento técnico que os críticos profissionais têm. No caso de Joy: O Nome do Sucesso, eu sei que tecnicamente ele não é um filme muito bem feito porque é cheio de clichês, mas eu gostei dele porque se trata de uma história de superação. Já em outros filmes, como Interestelar ou A Chegada, a crítica gostou, mas eu não gostei (o que me fez descobrir que não gosto de filmes de ficção científica pura, porque são sempre muito parados e chatos).

Você quase nunca vê um crítico profissional analisando a história do filme. É como eu disse, ele analisa o roteiro, mas de forma técnica. Já eu olho mais para o lado da história. Se o filme tem uma mensagem para dar, eu faço uma análise disso. E a minha resenha fica focada nessa mensagem que o filme passa, nas atitudes dos personagens, nas suas justificativas, como uma forma de entendê-los ou falar dos seus erros. São várias as resenhas que escrevo dessa forma, e só vim me dar conta disso agora, quando escrevi a minha resenha de Capitão Fantástico e vi que ela tem uma estrutura bem diferente da resenha de Vinicius Machado, do Sala Sete, e de outras críticas de grandes sites conhecidos, como Omelete, AdoroCinema, etc. Até em Batman vs Superman: A Origem da Justiça e Capitão América: Guerra Civil, que são filmes de super-heróis, mas apresentam complexidade nos personagens e nas suas atitudes, eu fiz uma análise desse jeito.

É claro que eu não ignoro os aspectos técnicos, eles são importantes. O pouco que eu sei hoje e que cito nas minhas resenhas (muitas vezes só para não ficar com cara de vazio e dizer que eu falei), aprendi lendo as críticas de gente que é especializada em escrever sobre filmes, e através de algumas pesquisas também. No começo eu queria escrever como eles, mas não conseguia, porque além de não ter todo o conhecimento técnico que os críticos profissionais têm, eu ainda tinha outras impressões, e tinha minhas próprias opiniões. Então terminava escrevendo sobre aquilo que eu via no filme, aquilo que achava, aquilo que sentia em relação a ele. Por isso as minhas resenhas são marcadas de opiniões pessoais, que você pode ou não concordar. É por isso que sempre que eu vejo algo além da história, algo além do roteiro, ou seja, uma mensagem, uma moral da história, eu falo sobre ela, e eu falo sobre os personagens e suas atitudes e escolhas.

Como eu disse, não ignoro a parte técnica, mas não é só baseado nela que um filme deve ser julgado. Às vezes ele não é uma primazia na técnica, mas ainda assim é bem executado e consegue passar a ideia e o propósito do roteirista e do diretor ao espectador. Filme mal feito é o que não consegue ter uma boa história, ou que não consegue prender a atenção do espectador, ou o que tem uma boa ideia, mas foi mal executado e não consegue passar para o espectador o que queria. Filme ruim é o que não mostra ao que veio. Eu não consegui ter minha atenção fisgada em 12 Anos de Escravidão. Assisti o começo e estava achando chato, estava ficando com sono, por isso lhe achei ruim, mesmo ele sendo tão elogiado pela crítica e tendo sido premiado. Muitas pessoas comuns também gostaram dele, mas como eu sou só um espectador comum, não me sinto na obrigação, e nem me sinto envergonhado em discordar de todos os outros. Eu apenas não gostei, e essa é a minha opinião. Não quer dizer que necessariamente o filme seja ruim. O livro também é chato em muitos momentos e foi difícil manter os olhos abertos nos momentos em que ele descrevia com detalhes cada atividade que fazia como escravo.

E foi assim, que resolvi assumir de vez esse estilo, que é o meu estilo de escrever, e não tentar imitar os outros. Tem resenhas, como os do Omelete, que às vezes é tão técnica e usa uma linguagem tão formal, que você acaba de ler e não entende muita coisa do que o crítico quis dizer. Nem parece que quem escreve as críticas são os mesmos que sorriem, brincam e fazem caretas no OmeleTV. E não é só ao Omelete que me refiro. Sites como AdoroCinema (dependendo do crítico), Papo de Cinema e Cinema em Cena (de Pablo Villaça) também possuem críticas tão técnicas que passam essa mesma sensação. Alguns outros sites ou críticos escrevem de modo mais agradável de ler, mesmo com resenhas técnicas, como o caso de Vinicius Machado, Veja, Diário de Pernambuco, Folha de S. Paulo, dentre outras.

Também não estou dizendo que sempre escrevo resenhas de filmes em forma de análise da mensagem, porque depende do filme. Só faço isso quando percebo isso no filme, que geralmente são filmes que eu gosto. Digo que esse é o meu estilo de escrever, mas não estou preso a ele. Você encontrará resenhas minhas que não são assim, e focam mais na parte técnica (mesmo não se comparando com as críticas profissionais). Mas eu não sou crítico, e nem pretendo ser. Como disse, o Mundo Geek é apenas um espaço onde posto as minhas opiniões e impressões, de forma simples e direta, num olhar de espectador comum (que pode concordar ou discordar de outros espectadores comuns).



segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Resenha: Capitão Fantástico

Capitão Fantástico - Pôster nacionalTítulo Original: Captain Fantastic

Título Nacional: Capitão Fantástico

Direção: Matt Ross

Gênero: Drama

Duração: 1h58min

Estreia: 22 de dezembro de 2016

 

 

 

 

 

Frases de destaque: “Se você admite que não há esperança, então você garante que não haverá esperança. Se você admite que há um instinto para a liberdade, que existem oportunidades de mudar as coisas, então há a possibilidade de que possa contribuir para a construção de um mundo melhor." (Noam Chomsky)

"Somos definidos por nossas ações, não palavras".

Atenção: esta resenha contém spoilers!

Gostei de Capitão Fantástico. É um filme com um ótimo visual, tanto na fotografia quanto nos figurinos. As atuações também são ótimas. Todos os personagens passam por situações de tristeza e alegria, a alguns, de raiva, e as atuações são sempre convincentes. As músicas e a trilha sonora escolhidos por Alex Somers também foram ótimos para dar o clima certo ao filme.

Só não gostei de uma cena de nu frontal que tem no filme. Dado o contexto do filme, não diria que foi uma apelação, mas foi algo totalmente desnecessário. Não gostei por terem feito essa cena, até porque poderiam ter cortado e filmado apenas da cintura para cima. Não gosto de cenas assim, não existe motivo para fazê-las. Me deu agonia quando vi.

Falando da história, ela é ótima. Uma história leve, com um roteiro bem escrito, que apresenta problemas aos personagens e resolve-os de modo convincente, sem abusar de clichês. É uma história que traz reviravoltas à vida dos personagens, que não são feitos de modo brusco ou acelerado, e sim de modo bem desenvolvido.

O filme mostra que a ideia dos hippies dos anos 60 e das pessoas que querem viver fora do sistema, com um estilo de vida simples e diferente de tudo, pode não funcionar, porque é um extremo que implica uma série de perdas do mundo lá fora. E por mais que a família ou a comunidade se sinta feliz lá, sempre vai ter uma coisa ou outra que você não sabe, e sempre vai ter uma coisa ou outra que você quer, mas que não poderá conseguir com o seu estilo de vida. O simples é bom porque nos faz pensar o quanto ligamos para coisas inúteis, e que não precisamos de verdade. Apenas somos estimulados por um consumismo sem fim do mundo capitalista. Às vezes menos é mais. Mas o simples exagerado é restritivo. Essas questões são muito bem mostradas no personagem Bo. Ele não sabe como se relacionar com uma menina, porque nunca esteve num mundo onde circular e conversar com outras pessoas que não sejam da sua família fosse normal. Ele sabe tudo sobre ciência e música, mas se perde em conversas com alguém de fora porque nem sequer sabe o que é um programa de TV. E o que ele quer do mundo lá fora que não conseguiria com o seu estilo de vida é entrar numa universidade. E quando alguém fica doente ou se acidenta, não tem outro jeito, a não ser recorrer a um hospital que o mundo oferece.

Além das restrições e falta de opções, esse estilo de vida simples é perigoso, e é por isso que no final do filme vemos a família num estilo de vida um pouco diferente. Agora eles vivem numa fazenda, criam animais e cultivam plantas. Dessa forma dá para manter aquele estilo de vida simples e longe das grandes metrópoles que estimulam o consumismo, mas ao mesmo tempo ninguém se isolará do mundo, porque com o estilo de vida de fazendeiros eles poderão comer comidas comuns (sem precisar caçar), ir à escola, vestir roupas comuns, e também conhecer o mundo, suas regras sociais e seu estilo de vida. Eles estarão perto da natureza e dos animais, mas ao mesmo tempo estarão dentro do mundo e terão acesso a tudo de bom o que ele tem a oferecer. É como eu disse: um estilo de vida simples é bom, e até admirável, mas o simples exagerado é restritivo, e isso causa problemas.

O filme também fala em até que ponto os pais podem chegar para dar aos seus filhos uma educação e um estilo de vida que consideram os ideais. A intenção dos pais é sempre boa, claro, mas é necessário que eles ponderem sobre as vantagens e desvantagens de tudo para não exagerar e privar os seus filhos de terem oportunidades e experiências que também poderiam lhes beneficiar de alguma maneira. O filho também tem que estar disposto a aceitar tudo aquilo, a querer aquilo, senão não funciona. É o caso do personagem Rellian, que desde o começo do filme é mostrado como o rebelde, que não aceita muito bem as coisas. Ele tem raiva do seu pai principalmente por ele não ter dado a ajuda necessária a sua mãe quando ela precisava, e por ter isolado todos numa mata, mas era visível o desconforto dele com toda a rotina e com todas as ordens da família. As outras crianças poderiam saber tudo sobre os mais variados assuntos, mas viviam à margem da sociedade. A sua maioria gostava daquele estilo de vida, mas Rellian, e em algum momento, também Bo, demonstraram descontentamento. No caso de Bo, ele disse que não sabia de nada além do que dizia em livros, e ele se sentia prejudicado por isso. Ben, o pai, percebeu isso, talvez um pouco tarde demais para alguns filhos, mas ainda a tempo para os menores, e mudou. Ele diz que tudo foi um engano. A teoria da vida hippie e isolada do mundo pode ser bonita, mas na prática não funciona (deve ser por isso que o movimento hippie caiu tanto que nem ouvimos mais falar). É por isso que ele disse: “foi um lindo engano”. Lindo, porque é um estilo de vida que na sua visão era a ideal e eles foram felizes daquele jeito durante muitos anos, mas que no fim ele percebeu o quanto estava prejudicando os seus filhos e os colocando em perigo. Em resumo, a mensagem aqui é: nem sempre o que você pensa o que é melhor para os seus filhos realmente é. Tudo tem que ser analisado, tem que ser levantado os pós e os contras, tem que pensar na personalidade do filho para ver se ele se adaptaria, e principalmente se ele vai querer o que você quer para eles.

Além de ter qualidades técnicas, como as faladas aqui, e o ótimo roteiro e direção de Matt Ross, Capitão Fantástico deixa mensagens. Deixa críticas ao modelo de vida consumista, mas ao mesmo tempo critica o modelo de vida exageradamente simples. Ele ainda fala sobre a responsabilidade dos pais na criação dos filhos, e como as suas escolhas influenciarão na formação dos seus filhos, tanto no lado da educação formal, quanto no lado ideológico. O filme mostra que exageros e extremos nunca são bons.

Nota:



sábado, 7 de janeiro de 2017

Resenha: Gatinhas e Gatões

Gatinhas e Gatões - Capa DVDTítulo Original: Sixteen Candles

Título Nacional: Gatinhas e Gatões

Direção: John Hughes

Gênero: Comédia, romance

Duração: 1h33min

Estreia: 8 de julho de 1984

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Gatinhas e Gatões foi o terceiro filme adolescente de John Hughes que assisti e é o primeiro que gosto de verdade (o primeiro filme foi Curtindo a Vida Adoidado e o segundo Clube dos Cinco). Ele é um filme divertido e que me fez rir muitas vezes. Tem suas apelações, e elas são bem desnecessárias, como mostrar uma menina tomando banho, por exemplo. Mas tirando isso o filme é muito bom. Vi alguns comentários de pessoas dizendo que o filme é machista, e sim, ele pode até ser, mas os meninos adolescentes da vida real são daquele jeito, exatamente como o filme mostra. Eles agem e pensam daquela forma quando se trata de meninas. Lembro disso do meu Ensino Médio (eu nunca fui assim, só para deixar claro). Apesar de Curtindo a Vida Adoidado ser o favorito de muita gente, por ser um aventura louca cheio de momentos “divertidos”, eu achei Gatinhas e Gatões bem melhor, e esse sim me convenceu e me divertiu de verdade.

A trilha sonora é boa, bem alegre. Combina com o clima do filme.

Nota:



quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Resenha: Clube dos Cinco

Clube dos Cinco - Capa DVDTítulo Original: The Breakfast Club

Título Nacional: Clube dos Cinco

Direção: John Hughes

Gênero: Comédia, drama

Duração: 1h37min

Estreia: 28 de junho de 1985

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Esse é o segundo filme de adolescentes de John Hughes que assisto e não acho grande coisa (o primeiro foi Curtindo a Vida Adoidado). Provavelmente não consigo gostar ou ter sentimento por eles por não serem da minha época. Ele não é tão apelativo quanto os filmes de adolescentes atuais (como o Superbad, que só assisti aos primeiros 20 minutos e depois desisti, porque era apelativo demais), mas mesmo assim me surpreendi, porque é um filme que fala sobre sexo, drogas, tem palavrões, e tudo isso sendo da década de 80!

Acho que a parte que eu mais gostei mesmo foi quando eles começaram a conversar sobre seus problemas. Dá para perceber que todos tem problemas consigo mesmo e com suas famílias, mas cada um da sua forma, e então você entende um pouco mais de cada um deles. Dá para perceber também como funciona as escolas americanas, com os seus grupinhos de nerds, atletas, patricinhas, isolados e valentões, o porquê de existir esses grupos, e porque existe uma competição tão grande nas escolas (algo que parece estar na cultura americana).

Apesar disso, não gostei dos personagens e não consegui criar uma conexão com eles. Dos cinco personagens principais, três são forçados: Andy, o valentão rebelde, que vive gritando, falando palavrão e criticando os outros; Allison, a estranha, que é estranha ao extremo; e John, o esportista, que parece não saber o que quer da vida. Acho que o roteiro também não ajudou muito, como quando eles começam a falar dos seus problemas, que apesar de ser uma ótima parte do filme, parece que ninguém quer saber do problema do outro, mas mesmo assim tudo é jogado lá porque eles estão com vontade de falar.

SPOILER: não gostei do final do filme, porque deixou tudo mais forçado. Allison, fica bonita e John se interessa por ela, mesmo passando o filme inteiro interessado em Claire, e Claire, por sua vez, depois de ter passado o dia todo sendo afrontada por Andy, resolve fica com ele. Mas como assim?! Isso não faz o menor sentido. O final feliz que John Hughes quis dar para os personagens ficou bem forçado mesmo, porque eles não têm química nenhuma entre si.

Nota: