segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Resenha: O Azarão

O Azarão - CapaTítulo: O Azarão

Autora: Markus Zusak

Editora: Bertrand Brasil

Número de páginas: 175

Ano: 2012

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Depois que eu li o excelente A Menina Que Roubava Livros, nunca mais achei um livro de drama juvenil tão bom quanto ele (se alguém souber de algum, por favor deixe a sugestão nos comentários). Depois de muito tempo fui ler os outros livros escritos por Markus Zusak, não esperando livros de drama parecido com aquele, mas pelo menos, livros do mesmo nível. Para deixar mais claro, eu não estava com altas expectativas, e não esperava um “A Menina Que Roubava Livros 2”. Eu só queria ver um livro do mesmo autor e esperava uma história tão boa quanto a outra. Então decidi começar por O Azarão, que foi o primeiro livro dele, e é o primeiro da trilogia Irmãos Wolfe.

O Azarão é um livro de romance adolescente, em que Cameron, o personagem principal, sonha em ter uma namorada para tratá-la bem.

Mesmo com expectativas baixas foi um pouco decepcionante ler esse livro, porque ele não é tão bom assim. É até legal, mas é uma história que você pode esquecer facilmente. Eu poderia dar um desconto por ser o primeiro livro de Markus Zusak, mas quantos autores escrevem seus primeiros livros tão bem? Quantos autores já não fazem sucesso no seu primeiro livro? Eu sei, essa é uma comparação injusta, porque não é sempre que acontece, mas é justamente por isso que não posso dar esse “desconto” para Markus Zusak.

Ele vem com uma narrativa um pouco diferente, por causa dos sonhos que são colocados no final de cada capítulo. Isso me fez pensar que Markus Zusak sempre quis escrever livros com algo diferente dos outros. Mas esses sonhos não acrescentam em nada na história e são confusos (claro, são sonhos!), então se você quiser pode ignorá-los e passar para o próximo capítulo que não vai ter problema nenhum.

O livro é curto, o que é um ponto positivo, porque se esticasse demais poderia ficar chato.

E é isso. É um livro legalzinho, mas facilmente esquecível. Me lembrou um pouco o estilo de John Green. Ainda bem que houve uma evolução na narrativa de Markus Zusak, senão nunca teríamos A Menina Que Roubava Livros do que jeito que conhecemos.

Nota:



quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Resenha: Ela

Ela - Pôster nacionalTítulo Original: Her

Título Nacional: Ela

Direção: Spike Jonze

Gênero: Drama, romance, ficção científica

Duração: 2h06min

Estreia: 14 de fevereiro de 2014

 

 

 

 

 

 

Frases de destaque: “Às vezes eu olho para as pessoas e eu tento senti-las ao invés de só passar por elas. Eu fico imaginando como elas se apaixonam, o quanto já sofreram no amor...”

“O passado é só uma história que contamos a nós mesmos.”

Ela é um filme incrível. A fotografia é belíssima e a trilha sonora também é muito boa. Em vários momentos são trilhas tristes, que mostram o drama dos personagens. Não são trilhas tristes pesadas, mas sim que conseguem dar o tom que o filme precisa.

Dá para perceber que o relacionamento de um homem com um sistema operacional com inteligência artificial tem tanto pontos positivos em comparação a uma relação entre dois humanos, como também tem pontos negativos, como a não compreensão do outro, e outras limitações.

É estranho e ao mesmo tempo interessante o relacionamento de Theodore com Samantha. Também é nojento o relacionamento mais íntimo que eles mantêm (e o que Theodore mantinha com outros programas, antes de Samantha).

Ela - Filme

As atuações de Joaquin Phoenix e Scarlett Johansson ficaram ótimas, dando o tom certo aos seus personagens, que não são caricatos. Eles são sinceros e profundos. Os dois têm problemas, desejos e vontades, e o desenvolvimento deles vai sendo mostrado ao longo do filme. O filme é todo simples e singelo, sem grandes reviravoltas e surpresas. Você vê que no fim de tudo essa história é só um romance, mas só que em circunstâncias diferentes, porque se passa num mundo em que a tecnologia faz parte da vida das pessoas totalmente, e em que é difícil ter relacionamentos com gente de verdade. O filme não tenta surpreender o expectador com uma visão de mundo futurístico grandioso ou apocalíptico. É um futuro fácil de ser imaginado se olharmos para o presente. É algo mais real e que poderia mesmo acontecer.

O final é um pouco confuso, mas se você, assim como eu, não entendeu, recomendo que leia a essa análise, que explica o motivo dos acontecimentos (aliás, essa é uma análise muito boa). Mas só leia depois de assistir ao filme, porque contém spoilers.

Ela é um filme que fala da inteligência artificial de um modo diferente, e o romance entre os personagens lhe conquista. Já vimos filmes em que a inteligência artificial se apaixona, mas o modo como foi feito nesse filme lhe deixa original. O roteiro de Spike Jonze, que também dirigiu o filme, ganhou um Oscar e um Globo de Ouro. Muito merecido!

Nota:



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Resenha: Quem Pensa Enriquece

Quem Pensa Enriquece - Napoleon Hill - capaTítulo: Quem Pensa Enriquece

Autora: Napoleon Hill

Editora: Fundamento

Número de páginas: 248

Ano: 1937

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Quem Pensa Enriquece é um livro antigo, por isso algumas palavras cultas podem dificultar a leitura, mas nada que atrapalhe. Por causa da sua antiguidade vemos também exemplos de homens bem sucedidos que nunca ouvimos falar (pelo menos eu nunca tinha ouvido falar de nenhum deles, exceto Ford), o que termina não nos inspirando tanto quanto deveria. Essas características me lembraram muito o livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas.

Uma coisa que eu não gostei nesse livro é que as técnicas que ele ensina para ganhar dinheiro, apesar de simples e fáceis de fazer diariamente, lhe leva a ser obsessivo por dinheiro. A forma que ele fala, e que ele diz como o leitor deve fazer os exercícios recomendados é coisa que parece de louco. Só falta nos pedir para nos ajoelharmos diante do dinheiro e adorá-lo. E ele ainda pede para o leitor ler o livro pelo menos três vezes. Deve ser para que a lavagem cerebral fique firme e completa.

Poucas são as dicas realmente úteis, como a de ter uma ideia no que trabalhar (porque o dinheiro não vai vir sozinho), nunca desistir do seu objetivo, ser persistente, ter fé e ter pensamento positivo. Mas o resto das dicas são dadas da forma que eu disse no parágrafo anterior. E chegam a ser repetitivas, cansando a pessoa que está lendo.

Na introdução é falado com muito entusiasmo sobre os princípios e “o segredo”, mas quando continuamos a ler, ele começa a ficar chato.

Ele faz você pensar que é autossuficiente, coisa que não é verdade. Você tem que ter fé, mas fé em quem? Em você mesmo! Você tem que ler todos os dias em voz alta os seus objetivos até decorar e se imaginar de posse dele. Essa leitura serve para que a nossa mente se conecte com a “Inteligência Infinita”, que nos dará ideias para trabalharmos e alcançarmos o dinheiro que queremos. Mas isso não é uma oração (a Deus)?

Ele tenta mostrar que você é autossuficiente, mas o que ele faz é uma adaptação de práticas religiosas para o meio científico. A verdade é que ninguém é autossuficiente. Todos precisamos um do outro e também precisamos de Deus.

Ele também vem com uma ideia que você pode passar pensamentos de sua mente para a de outras pessoas (telepatia), só não diz como (é claro, porque isso só existe na ficção). Mas diz que se a pessoa não acredita nisso é porque não vem praticado os hábitos descritos ao longo do livro. Não parece coisa de louco?

O autor sempre pede para você reler o livro várias vezes. Parece até que é para forçar mesmo você a ser convencido de tudo o que é falado.

Ele também é um livro muito repetitivo, fala de um mesmo tema em vários capítulos diferentes. Quando você vai para o próximo capítulo e vê aquele tema de novo percebe que ele é feito só de inchação de linguiça.

Abaixo você lê um parágrafo do livro:

Um editor de livros de baixo preço fez uma descoberta de bastante valor para editores. Descobriu que muita gente compra títulos e não o conteúdo dos livros. Pela simples mudança de título dos livros que não “vendiam”, as vendas desses livros subiam, num pulo, de mais de um milhão de exemplares. Não se mudava, de modo algum, o conteúdo do livro. Apenas se arrancava a capa, que trazia o título invendável, substituindo-a por uma nova, com título de valor para a “bilheteria”.

Quem Pensa Enriquece é um livro chato e com pouco conteúdo útil. O título é chamativo a atenção, mas o conteúdo é decepcionante (como no caso do exemplo que ele mesmo deu acima). Em muitos momentos pensei em desistir, mas resolvi continuar porque apesar desses pontos negativos de vez em quando ele vinha com algumas dicas realmente úteis, e algumas verdades. Mas no geral não recomendo a sua leitura.

Nota:



sábado, 13 de agosto de 2016

Discussão: contradições do Hulk no MCU

Atenção: este artigo contém spoilers de O Incrível Hulk, Os Vingadores e Vingadores: Era de Ultron.

Hoje estou começando uma nova área aqui no Mundo Geek, chamada “Discussão”, onde vou dar algumas opiniões mais específicas sobre determinado filme, como falar sobre suas cenas, comentar o desenrolar da sua história, debater sobre os temas abordados nele, etc. Como dá para perceber esse é um tipo de postagem que sempre terá spoilers. Convido você, leitor, a participar dessas discussões e dar sua opinião (respeitosa, por favor) nos comentários. Hoje vamos começar com as contradições do Hulk no MCU.

O Incrível Hulk (2)

Como disse na resenha de O Incrível Hulk, eu gostei do filme. Mas vê-lo depois de conhecer todo o MCU revela uma série de contradições que a Marvel resolveu ignorar depois que houve a troca de ator para o papel de Bruce Banner/Hulk. O problema de tudo é quando você compara o Hulk e o Bruce Banner de Edward Norton com o de Mark Ruffalo. Eles são muito diferentes, e parece que ao trocar de ator a Marvel também resolveu ignorar todos os elementos da história do Hulk que foi contado no filme solo do herói. A Marvel diz que O Incrível Hulk faz parte do seu universo cinematográfico, mas não dá uma continuação adequada ao personagem na sua participação em outros filmes, como em Os Vingadores.

Por exemplo: em O Incrível Hulk vemos que Bruce aprendeu a lutar. Ele luta em vários momentos, e corre muito. Ele está em forma. Já o Bruce de Mark Ruffalo é mais sério, tem um lado maior de cientista. Em Vingadores: Era de Ultron, quando Ultron invade a festa, é necessário que Natasha puxe Bruce pelas mãos, porque ele não sabia correr e se defender sozinho. Parece que o Bruce de Ruffalo só sabe ser cientista e o seu Hulk é totalmente o contrário dele. Cadê o Bruce que sabia correr e lutar? O ator mudou, mas o personagem ainda é o mesmo (ou deveria ser). Já não existe uma continuidade aí.

Mas esse é apenas um pequeno detalhe. O maior e mais gritante erro é o romance de Bruce e Natasha em Vingadores: Era de Ultron. Eu achei interessante (apesar de preferir que Natasha tivesse ficado com Steve), porque eles dois são pessoas que têm problemas em suas vidas e se identificam por isso. Ocorreu uma aproximação entre eles e se iniciou um romance. Bonito, legal. Mas e Betty? Ela não morreu! No final de O Incrível Hulk, Bruce desaparece de novo e vai para Columbia Britânica, no Canadá, para não causar mais danos e proteger a sua amada. Quatro anos depois, em Os Vingadores, ele é encontrado na Índia e recrutado por Natasha para entrar nos Vingadores, e então ele volta aos Estados Unidos. Hulk agora estava lutando com um grupo de super-heróis, então é claro que o General Ross e Betty ouviram falar dele. Mas eles não foram nem sequer mencionados. E em Vingadores: Era de Ultron, Thor e Tony Stark dizem os motivos de suas namoradas não estarem presentes na festa, mas Bruce nem comenta de Betty. É como se ela não existisse. E como se isso fosse pouco, ele ainda se envolve com outra mulher. E no final de tudo, o que é que Bruce faz de novo? Desaparece para a segurança de todos.

Hulk - Mark Ruffalo - MCU

Ou seja, a própria Marvel ignora totalmente O Incrível Hulk, o que é errado, porque a história dele foi contada lá e o filme é bom. Se mudou o ator, não quer dizer que o filme todo deva ser ignorado. Se é para ignorar, nem deveriam dizer que ele faz parte do MCU. Em Capitão América: Guerra Civil os Irmãos Russo fizeram o favor de resgatar o General Ross para mostrar que O Incrível Hulk faz parte do universo. Mas ele aparece lá sem fazer citações ao passado que ele e Banner tiveram em comum, e sem citar Betty.

Tem também a diferença estética entre os Hulks: o Hulk que vemos a partir de Os Vingadores é mais baixo que o de O Incrível Hulk, e menos musculoso também. O Hulk de 2008 tem pés e mãos maiores e músculos mais definidos. Outra diferença é que o “antigo” Hulk parece mais uma animação (ou que era feito de plástico), enquanto o novo é mais real, até mesmo nos dentes (que também são menores do que o do outro, e que ficou melhor assim). Essa realidade mostra o quanto a tecnologia avançou em apenas quatro anos. Em compensação, o novo Hulk tem movimentos parecidos com o de um macaco, ninguém sabe porque, enquanto o de 2008 tem postura de humano (que é como deveria continuar sendo).

O Incrível Hulk

Na imagem acima você percebe que o Hulk de O Incrível Hulk era mais alto que o Hulk atual do MCU

Hulk - MCU

O Hulk do MCU, que tem aparência mais real. Além dos seus dentes mais reais, você consegue até perceber a textura da sua pele.

E veja só: o diretor de O Incrível Hulk disse que queria Mark Ruffalo no papel de Bruce Banner, mas a Marvel não quis, e Edward Norton terminou ficando com o papel. A Marvel fica se metendo em decisão de diretor e, infelizmente, é por isso que os filmes não saem ainda melhores, como os diretores planejavam (esse é um problema já reclamado por Joss Whedon e James Gunn). Se a Marvel tivesse deixado, teríamos Ruffalo no papel desde o primeiro filme, e todos esses problemas de erros na continuidade da história mostrados aqui talvez não existissem.

E você, o que acha dessas contradições do Hulk dentro do Universo Cinematográfico Marvel? Deixe sua opinião nos comentários!



quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Resenha: O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias

O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias - PôsterTítulo: O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias

Direção: Cao Hamburger

Gênero: Drama

Duração: 1h45min

Estreia: 3 de novembro de 2006

 

 

 

 

 

 

 

O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias conta uma história sob o olhar de uma criança, no momento em que seus pais estão com problemas, e ele tem que ir morar com o avô. O filme se passa no ano de 1970, tendo como plano de fundo a Copa do Mundo em que o Brasil se tornou tricampeão e a ditadura militar.

Quem acompanha o Mundo Geek sabe que eu adoro ler livros em que o personagem principal é uma criança, por causa da sua visão diferente do mundo, assim como seu comportamento. Bem, isso se aplica também a filmes, mas não qualquer um. O filme tem que mostrar isso bem, mostrar com imagens e ação o que está se passando na vida do personagem, e O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias consegue fazer isso muito bem. O final do filme é um bom exemplo desse olhar que eu falo. Achei ótimo!

Não gostei muito do grande destaque que é dado à Copa do Mundo, porque ela termina fugindo do tema principal, que é a separação de Mauro dos pais. Mesmo assim, como o filme aborda a vida do menino nesse momento, assim como as influências externas, não é totalmente ruim a presença da Copa. Só poderia ter sido usado um pouco menos.

A trilha sonora é bem discreta, mas, mesmo assim, o filme não fica parado, como geralmente acontece com filmes com esse tipo de trilha sonora. As cenas são curtas e prendem quem está assistindo. O que contribui muito é o filme estar sob o olhar de Mauro, o que deixa ele mais legal, já que aparece cenas dele brincando e fazendo outras coisas de criança. Se o filme estivesse sob o ponto de vista dos adultos, com certeza ele não seria tão bom.

SPOILER: Só acho que um grupo de vizinhos cuidar de uma criança que não tem parentesco nenhum e se revezar no almoço é algo que não aconteceria na vida real. Seria mais fácil a criança ser mandada para um orfanato. Mas mesmo assim, eu não vi isso atrapalhando o desempenho do filme.

Não entendi o que estava se passando com os pais de Mauro, e porque eles tiveram que “sair de férias”. Tive que pesquisar na internet para entender. A explicação é a seguinte (isso não é spoiler. Muito pelo contrário, vai lhe ajudar a entender): os pais de Mauro são militantes de esquerda, ou seja, contra a ditadura. Depois de saber essa informação os acontecimentos do início do filme fazem mais sentido.

A caracterização para a década de 70 é muito boa, tanto nas roupas dos personagens, quanto nos cenários do prédio onde vivem, dos apartamentos, dos móveis, dos carros e das ruas em si. O trabalho ficou muito bem feito, e nem dá para perceber que é um filme atual se passando num tempo passado.

Não gosto de filmes brasileiros, porque eles sempre têm palavrões, apelação, e são mal feitos de um modo geral. Como não gosto, assisto poucos. Mas com certeza esse filme é uma exceção. As expectativas que eu tinha para ele quando li sua sinopse e assisti seu trailer foram atingidas. Ele cumpre o que promete.

O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias é um filme simples, singelo e envolvente. Algumas características que esse filme tem, e que foram faladas acima, em outros filmes poderia prejudicá-los, e poderia me fazer não gostar deles. Mas no caso desse filme, mesmo assim, ele conseguiu me conquistar. Mesmo assim, esses pontos não parecem ser erros, porque uma coisa compensa a outra e o resultado sai ótimo. Cao Hamburger fez um ótimo trabalho no roteiro e na direção do filme.

Nota:



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Resenha: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares

O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - livro - capaTítulo: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares

Autora: Ransom Riggs

Editora: LeYa

Número de páginas: 336

Ano: 2012

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O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares é o primeiro livro de suspense que leio. As sensações de medo e ansiedade que você sente são muito boas, parecido com você estar assistindo a um filme ou série do mesmo gênero. Eu já tinha tido sensações parecidas com essas enquanto lia os livros de Maze Runner, que tem suspense e histórias sombrias, mas os principais gêneros de lá eram aventura e ficção científica.

O livro conta a história de Jacob, um menino de 16 anos que depois de uma tragédia na sua família decide procurar por pistas que lhe revelem o que realmente aconteceu. E é assim que ele encontra o orfanato da Srta. Peregrine. O livro todo é ilustrado com fotos antigas e reais. Elas são estranhas e realmente chegam a assustar, principalmente se o momento da narrativa do livro for de tensão. Eu achava que as fotos foram produzidas especialmente para o livro, mas não: no final do livro é revelado que todas as fotos são reais. São fotos antigas que foram achadas, e algumas levemente alteradas.

O livro conta uma história cheia de detalhes do local, que até me fez imaginar se aquela ilha realmente existe, e se caso alguém fosse lá acharia ela do jeito que é descrita no livro. Tudo bem, que o orfanato de verdade e as crianças peculiares não existiriam, mas poderia ter uma casa grande e abandonada. Poderia ter um túmulo. Se nem isso existe de verdade, um parque de diversões poderia aproveitar essa ideia, porque daria certo.

Fantasias à parte, o livro é muito bom. Logo no seu início, quando já começa a falar dos etéreos, que são os monstros do livro, me lembrei de Stranger Things, que estava assistindo no mesmo momento em que lia o livro (e tendo nervosismo em dobro rs). Ele começa com uma aventura cercada de mistério, depois passa a ser um suspense misturado com elementos de horror, e depois vira uma fantasia. É estranho, é um pouco assustador e dá um friozinho na barriga. Fazia tempo que eu passava horas seguidas lendo um só livro. Os outros livros que eu vinha lendo ultimamente eram bons à sua própria maneira e no que pretendiam contar, mas eu não me sentia ansioso para ler outra vez em que tivesse tempo, e nem ligava se estivesse lendo num ritmo pequeno. Já com esse livro foi diferente. Ele conseguiu me prender.

O final é estranho. Ele simplesmente para a história do nada, enquanto você esperava que ele continuasse até um ponto de tensão, e só então parasse (como normalmente acontece nas sagas de livros). Mesmo tendo esse tipo diferente de fazer um final, ficou claro que aquela era uma história que teria continuação num outro livro. O problema foi só a demora dele sair. Demorou 3 anos nos Estados Unidos e 4 anos aqui no Brasil. Imagina só quem teve que esperar esse tempo todo! É tempo suficiente para esquecer da história e ter que reler o primeiro livro antes de começar a ler o segundo.

A história é ótima, e conta com muito suspense. Eu fiquei ansioso e não conseguia parar de ler. E quando parava ainda ficava um tempo pensando nos acontecimentos (alguém mais?). Já estou ansioso para ler os dois próximos livros, que já estão lançados, e também pelo filme, que estreia em breve.

Nota:



sábado, 6 de agosto de 2016

Resenha: Kung Fu Panda 3

Kung Fu Panda 3 - Pôster nacionalTítulo Original: Kung Fu Panda 3

Título Nacional: Kung Fu Panda 3

Direção: Jennifer Yuh, Alessandro Carloni

Gênero: Animação, aventura, comédia

Duração: 1h35min

Estreia: 3 de março de 2016

 

 

 

 

 

Kung Fu Panda 3 foi feito só para dar dinheiro. Tudo bem que o objetivo de todos os filmes é dar dinheiro, mas para fazer um filme é necessário obter uma boa história, e se não tiver, fica bem claro que eles fizeram qualquer coisa ali só para enrolar e lançar mais um filme. A Pixar, por exemplo, vem adotado uma postura diferente atualmente quanto à continuações: eles dizem que querem fazer filmes, contar histórias, e por isso não estão preocupados em fazer sequências, a não ser que alguém tenha uma história realmente boa para contar. Isso é um compromisso do estúdio em sempre fazer filmes de qualidade.

O que acontece com Kung Fu Panda 3 é que ele tem uma história muito simples, cheio de clichês e todos os problemas são resolvidos rapidamente. É diferente dos dois primeiros filmes, que tinham histórias originais, com boas cenas de ação, e comédia na medida certa. Esse aqui só se preocupa com uma aventura e comédia sem porquê, pouca ação, e com muito misticismo, que para mim foi o pior do filme. No filme inteiro é mostrado símbolos, espíritos, crenças, gestos... Não acho que seja um conteúdo bom para as crianças. Esse misticismo todo afasta a identidade que os filmes anteriores tinham, de ter apenas a luta do kung fu com um personagem atrapalhado.

Até o humor é exagerado, e momentos que poderiam ter sido bons se continuassem sérios, são jogados fora para tentar ser engraçado com um humor forçado.

Para quem tinha gostado das histórias dos filmes anteriores, Kung Fu Panda 3 pode ser uma decepção.

Nota: