sábado, 17 de junho de 2017

Resenha: Supergirl – 2ª temporada



Atenção: esta resenha contém spoilers!

A 2ª temporada de Supergirl continua com a mesma fórmula da temporada anterior ao fazer histórias com um vilão para cada episódio. É essa simplicidade de Supergirl que conquistou o seu público. A diferença é que nesta temporada outras histórias e personagens são aprofundados, dando uma sensação maior de continuidade do que a temporada anterior tinha. Isso é bom porque se a série continuasse no mesmo ritmo que a temporada anterior, um dia iria enjoar, porque as pessoas não ficariam motivadas a assistir o próximo episódio. Então vemos que a nave que surgiu no último episódio da 1ª temporada, trazia Mon-El, o príncipe do planeta Daxan, que depois vira o namorado de Kara. Vemos que Winn ganha uma namorada, J’onn começa a ter um interesse amoroso, Jimmy vira vigilante (que aliás, ficou muito bom, apesar das pessoas criticarem muito), Alex também ganha um envolvimento amoroso, e o mistério sobre o pai de Alex e Kara é um pouco mais desenvolvido, mas não concluído. Toda essa adição de personagens, que na sua maioria serviu como interesses amorosos, mas que também tiveram seus próprios desenvolvimentos, serviu para criar histórias além das lutas da heroína contra os vilões, e servir para dar essa continuidade entre os episódios que eu falei.

Mas claro que nem tudo são flores. Um dos problemas dessa temporada é que ela não tem uma grande vilã bem definida. No começo foi apresentado Lillian Luthor, a mãe de Lex e Lena Luthor, como a possível grande vilã da temporada, e só depois é que surge Rhea, a mãe de Mon-El, que é a verdadeira grande vilã. A série nos confunde sobre a grade vilã da temporada pela forma que tratou Lillian Luthor. Não sei se isso foi feito propositalmente para confundir o espectador sobre quem seria a grande vilã da temporada, ou se isso foi simplesmente um erro da produção, em mudar o foco desse jeito ou um erro na construção dessas personagens. Digo que acreditei que a mãe de Lena fosse a grande vilã, porque ela aparecia sempre, foi sendo desenvolvida e fazia Kara sofrer. Os próximos passos seria Kara se fortalecer e tentar achar maneiras de se livrar daquele problema, para no final acabar com ela. Mas não foi isso o que aconteceu. A trama com Lillian Luthor foi quebrada, deram espaço a tramas de vilões menores e dos outros personagens coadjuvantes, para só então Rhea ser introduzida.

Outra coisa que não gostei muito foi o romance gay de Alex e Maggie. No começo achei super forçado, mas depois vi que elas estavam sendo bem desenvolvidas. Apesar do romance começar de uma hora para a outra, admito que não ficou forçado no restante da temporada. Eles souberam tratar dessa questão com seriedade e delicadeza. Mesmo assim acho que esse era um romance que a série não precisava.

Cat Grant não participa dessa temporada, e faz falta, porque ela é uma personagem muito carismática e engraçada pelo seu jeito de ser. Ela apenas fez participações no início e no final da temporada, que ficaram muito boas. No final é incrível a revelação que é feita: ela sabe que Kara é a Supergirl!!! Ela não foi enganada na temporada anterior. É incrível essa habilidade dela de saber a identidade secreta de todo mundo (ela não só não descobriu que Clark é o Superman, ou pelo menos isso não foi revelado ainda). Parece até um superpoder rs. Queria vê-la no elenco fixo da próxima temporada.



E ainda teve a primeira aparição de verdade do Superman, e foi muito legal ver. Ele apareceu nos dois primeiros episódios e no último. Nos dois primeiros episódios ele se mostrou ser o Superman de verdade em sua essência, o Superman que todos os fãs queriam ver no cinema, ao invés daquele dramático e afetado de Zack Snyder. Ele é sorridente, alegre e alto astral (parecido com a Supergirl até). Ele é quase uma figura mítica e você percebe isso com a reação de todos quando o veem de perto, mesmo estando acostumados a ver a Supergirl diariamente. Isso é porque o Superman é diferente, ele é o grande herói, que todo mundo conhece, mas nunca o viu de verdade, o grande herói que já salvou a Terra várias vezes (apesar da série não mencionar isso). Ele foi tão bem trabalhado que mesmo aparecendo nesses episódios, não roubou a cena e nem o protagonismo de Kara. Ele estava lá com ela, lhe ajudando a salvar pessoas, mas ela era a heroína que fazia a diferença no final. Eles têm uma dinâmica muito legal quando estão juntos. A série não prolongou a sua presença, o que foi bom, porque o Superman tem suas próprias histórias e sua própria cidade para cuidar. Ele não pode ficar sempre ao lado da Supergirl, até porque se isso acontecesse ele iria virar um personagem coadjuvante da série. Mas um problema que eu vejo nesse Superman é que ele é fácil de manipular. No último episódio ele tem sua mente dominada por um tipo de kriptonita. O problema é que ele já teve a sua mente dominada antes, na temporada anterior. E para completar, no último episódio, ele luta com Kara, e ela vence (claro, a série é dela). Mas tudo isso termina deixando o Superman mais fraco do que ele realmente é. Mostra ele como uma pessoa vulnerável que pode ter sua mente facilmente manipulada e ser facilmente vencido por outro alienígena ou pessoa com tecnologia.

O final deixou um gancho para a próxima temporada que trará um novo grande vilão, que provavelmente também irá querer dominar a Terra. Confesso que não me animei muito com esse gancho, e por isso não estou ansioso pela próxima temporada (mas vou assistir mesmo assim) porque essa segunda temporada já tratou de uma vilã que quis dominar a Terra. Desse jeito as histórias começarão a ficar repetitivas. Eles terão que arrumar um jeito de trabalhar diferente o novo vilão, para manter o interesse dos espectadores, assim como The Flash tem feito até aqui com seus vilões velocistas.

Fora esses probleminhas falados aqui, Supergirl continua uma série boa, e mesmo o gancho não tendo me instigado, vou continuar acompanhando.

Nota: